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Camaro RS: caçador de Mustangs

Camaro RS: caçador de Mustangs

Chevrolet Camaro RS 68: A resposta da GM ao sucesso dos Mustangs

A década de 60 foi única sob diversos aspectos. Música, cultura, contracultura e a idéia de liberdade de expressão que se difundiu no mundo todo, sendo duramente reprimida em alguns países, incluindo o Brasil. O rock psicodélico dos cabeludos substituiu as músicas “certinhas” dos surfistas e roqueiros da geração anterior.

Uma das bandas que se destacou, marcou época e se tornou um símbolo do período foi o The Doors. Sempre achei que o som e a voz imortal de Jim Morrison combinavam perfeitamente com o ronco de um motor V8. E como nada acontece por acaso, o conjunto e o carro conquistaram milhões de fãs no mesmo período. Pensando em todas essas coisas escolhi uma faixa do grupo, a clássica “Light my fire”, antes de me encontrar com André Calderano, o dono dessa máquina cheia de história. Levante o som e vamos conhecê-la de perto.

Mas antes de qualquer coisa, vale a pena voltar ao ano de 1966. A Ford não tinha motivos para reclamar, havia criado um novo segmento de sucesso – o dos “pony cars” – e vendia milhares de Mustangs por um preço baixo e com centenas de opções de personalização. Por isso dizem por aí que não existe um exatamente igual ao outro no planeta. Mas tudo iria mudar no dia 29 de setembro daquele ano. A Chevrolet colocou nas lojas seu desafiante cheio de estilo e com predicados excepcionais. Poucos meses antes, em junho, a empresa fez uma campanha junto aos jornalistas especializados com o objetivo de criar uma expectativa em torno do modelo.

Camaro RS
Traseira autêntica ganhou uma versão moderna na nova geração do Camaro, lançada no início do ano

No dia da apresentação em Detroit (EUA), mais de uma dezena de cidades acompanhavam em tempo real o que acontecia no hotel Hilton. Quando o imponente esportivo foi revelado detrás da cortina causou sensação nos quatro cantos da América. A guerra estava declarada!
Quarenta e três anos depois me vi frente a frente com esse muscle car mítico. O exemplar RS, de Rallye Sport, ano 1968, na cor grotto blue, desperta emoções sob todos os ângulos. A traseira é curta, os faróis ficam escondidos sob a máscara negra e o ronco...Esse é de arrepiar.


Existe um ditado conhecido no antigomobilismo que diz: “o carro é que escolhe seu dono”. No caso de André, foi quase isso que aconteceu. A paixão arrebatadora começou através de uma vitrine. “Achei-o fantástico logo na primeira vez que o vi, na antiga Jardineira Veículos”, conta. Na época não podia comprá-lo, mas o destino sempre dá voltas, não é mesmo?


“Algum tempo se passou e meu pai me avisou sobre um 68 que estava sendo vendido no sambódromo. Para nossa sorte ninguém arrematou naquela noite e, alguns dias depois, fomos dar uma olhada na garagem do proprietário. E era exatamente o mesmo carro”, revela com entusiasmo.

Camaro RS
Interior impecável vem com detalhes interessantes como o volante com aro de madeira e a alavanca do câmbio automático de duas marchas

A parte engraçada da história é que o clássico pertencia a um norte-americano, zeloso ao extremo, e que não queria vendê-lo de modo algum, pensando talvez que o André, pela pouca idade, fosse destruí-lo. Mas a negociação correu perfeitamente bem e, horas mais tarde, o V8 saía borbulhando pela rua.

“O melhor de tudo é que esse fato aconteceu em um sábado, data do meu aniversário”, diz. “E a maior alegria foi voltar pra casa de Camaro, guiando pela Fernão Dias e aproveitando para testar a excelente aquisição”, enfatiza. 
 
Camaro RSLateral exibe a cilindrada em polegadasO RS realmente impressiona. O interior azul é uma verdadeira volta ao passado. A sensação ao volante é simplesmente incrível. Aliás, tanto ele quanto o Mustang têm uma posição de dirigir bastante confortável. Outro detalhe que faz parte até da cultura automotiva de Hollywood é o pedal do acelerador, que acomoda perfeitamente o pé direito. Alguém aí se lembra da expressão “pé na tábua”?

O motor 327 V8 merece um parágrafo à parte. Com mais de quatro décadas de serviço nunca foi aberto. O veneno fica a cargo do carburador quadrijet da Holley, auxiliado por um coletor de alumínio, o que é suficiente para desenvolver 230 cavalos brutos. O sistema de escape conta com abafadores SS40, desenvolvidos pelo próprio dono em aço inox e que produzem o ronco inconfundível. Por fim, dê uma olhadinha nas rodas, herdadas de um Pontiac Firebird do mesmo ano.

Um detalhe bem legal é o rádio, com aspecto original, mas que tem entrada para MP3 e iPod. É a nova febre nos Estados Unidos. Para fechar o texto com estilo vou colocar o câmbio Powerglide na posição “D”, ligar uma velha canção do The Doors e sair queimando combustível por aí.

Camaro RS
 

Publicado em: 15/12/2010
Fonte: Revistaautoesporte.globo.com

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